quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Aviões no deserto?

Venho hoje debitar as minhas habituais algarviadas, desta vez sobre um tema muito pouco falado e ao qual não se tem dado muita importancia. Falo obviamente sobre o novo aeroporto internacional. Pois é! O que seria desse tema sem as minhas inteligentes opiniões?
Muito sinceramente estou-me completamente a borrifar se o instalam na Ota, em Alcochete ou na Vila Nova da Cagadeira. Desde que não o construam ao pé de mim, tudo bem- Aliás não percebo como pode a população de uma cidade ou vila ficar contente com o facto de ter aviões a passar mesmo por cima das suas cabeças. Ter aviões constatemente a levantar e a aterrar, penso eu que faz uma grande barulheira (pelo menos da ultima vez que ouvi um), mas há quem fique feliz por ter um Airbus a aterrar na sua terra nem que para isso tenha de correr o risco de ficar com a cubata toda cheia de rachas e fendas. Agora a Co-inceneração é que não porque isso faz fumo! Mas estamos em Portugal...!
Não me interessa o aeroporto porque simplesmente não o vou usar pois não tenho dinheiro para mandar cantar um cego(o Ray Charles já morreu), e quando viajo vou sempre em jacto privado. Odeio ter de andar junto com a maralha com putos aos berros, burgessos a pedir mais amendoins e a flirtar com as hospedeiras na esperança de uma rapidinha na minuscula casa de banho. E a comida?! Comida de cão! Mas como é servida pela British Airways... Pronto, até se come bem!!!
Mas o que me leva a escrever estas humildes linhas electrónicas, tem a ver com o facto de uns pobres coitados lá por essa zona que se denomina como o Oeste, que como todos sabem é a terra do John Wayne e do Trinitá, que coitadinhos durante dez anos não puderam investir nos terrenos devido ao impasse sobre a possivel construção do novo aeroporto. Pobres empresários da construção que viram a rentabilização dos seus terrenos não ir avante e agora perderam dinheiro e exigem que lhes seja ainda "compensada" pela "paradez" dos seus investimentos. Pagos obviamente pelo Estado ou seja, todos nós. Portanto foram 10 anos sem negócios escuros com as autarquias, subornos, subsidíos da tanga, desflorestação desenfreada, menos alguns Mercedes para vereadores e secretários que deste modo não poluíram o ambiente.
Resumindo, em 10 anos não foram construidas nem urbanizações de luxo cor de rosa, nem bairros sociais, nem campos de golfe que não eram necessários. Ao invés ficámos com a bela e boa mãe natureza. Na minha opinião ficámos a lucrar!
Querem compensações? Peçam-nas em Vila Nova da Cagadeira!

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